Domingo, Fevereiro 13, 2011

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Cintia tirou um lenço do bolso e começou a limpar minhas manchas de sangue que iam das narinas até meus lábios. Se aproximando pra enxergar em mais detalhes. Enquanto isso encostou sua boca da lateral do meu rosto. Então Cintia começou a ofegar no meu ouvido em ritmo erótico. Sua perna deslizou vagarosamente de forma que conseguisse uma posição de montaria. Suas mãos desfivelavam meu cinto enquanto me olhava em meio sorriso. Não conseguia tirar meus olhos do seu rosto hipnótico. Tudo começou num ritmo lento, como o ritmo da minha respiração. Então, depois de alguns minutos, se tornou mais intenso, quando então comecei a não sentir mais minhas pernas. Cintia estava respirando mais forte com a cabeça pra trás e suas unhas cravavam repetidamente nas minhas costas. De repente, senti vários cheiros diferentes de madeira e alguns outros que não consegui identificar, mas que não tinha sentido antes. Minhas pálpebras e minha postura se renderam e Cintia se lançou sobre mim, descansando a cabeça ao lado do meu pescoço. Estávamos exaustos.Deitamos abraçados.

Acordei coberto com um lençol verde, desbotado. Olhando pra cima pude ver a luz cortando os grãos de poeira entre meus olhos e o teto. Sentei e olhei a sala procurando por Cintia, mas nem sinal dela. Levantei e fui até o corredor onde encontrei uma porta aberta. Quando vi o que me aguardava gelei até a ponta das unhas. Cintia estava deitada inerte no chão,nua, em cima de uma toalha. Com algumas manchas azuis pelo corpo. Estava abraçada com um porta-retrato e havia várias seringas espalhadas pelo chão. Encostei em seu rosto. Estava mais frio que o piso sob meus pés descalços. Num ato desesperado sacudi Cintia segurando em seus ombros mas aquela linda moça, de olhos vivos, Já tinha se transformado em uma sinistra marionete de carne.

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